Se você é desenvolvedor, certamente já cruzou com o livro do Gang of Four ou estudou para alguma prova sobre padrões de projeto. No início da carreira, os Design Patterns parecem "receitas de bolo" mágicas. Mas, com o passar dos anos e muitos sistemas colocados em produção, a gente percebe que a real senioridade não está em decorar esses padrões, mas em saber quando não utilizá-los.
Trabalhando há algum tempo como desenvolvedor, vejo que os padrões de projeto funcionam como um vocabulário comum. Eles não servem para deixar o código "bonito" ou complexo; servem para torná-lo sustentável e comunicável. Quando eu digo "usei um Adapter aqui", meu colega de equipe entende imediatamente a intenção arquitetural sem precisar ler 500 linhas de código.
Neste artigo, quero compartilhar os padrões que considero essenciais para qualquer desenvolvedor que almeja ou já ocupa uma posição de pleno ou sênior, focando na resolução de problemas reais.
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1. Strategy: O fim dos condicionais infinitos
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Um dos maiores sinais de débito técnico é aquele método que começa com um if e, seis meses depois, tem 15 else if ou um switch gigante.
O Strategy é o padrão que separa a regra do contexto. Imagine um sistema de e-commerce que precisa calcular o frete para diferentes transportadoras. Em vez de um emaranhado de lógicas dentro do serviço de checkout, você isola cada transportadora em sua própria classe.
A visão sênior: O ganho aqui não é só organização. É a facilidade de testar cada estratégia isoladamente e a capacidade de adicionar uma nova transportadora sem sequer tocar no código que já está funcionando (Princípio Open/Closed).
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2. Observer (e Pub/Sub): O segredo da escalabilidade
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No mundo moderno, sistemas monolíticos e síncronos são gargalos. O padrão Observer (ou sua evolução para Pub/Sub com mensageria) permite que partes do seu sistema saibam que algo aconteceu sem que elas estejam acopladas entre si.
Se um usuário finaliza uma compra, o sistema de estoque, o de notas fiscais e o de marketing precisam saber disso. Se você encadear essas chamadas de forma síncrona, e o serviço de e-mail falhar, a compra inteira trava.
A visão sênior: Um sênior desenha sistemas resilientes. Usar esse padrão permite que o núcleo da aplicação seja agnóstico aos seus periféricos. No Frontend, usamos isso diariamente com estados globais e eventos; no Backend, é a base para arquiteturas orientadas a eventos.
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3. Adapter: Protegendo o seu domínio
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Como desenvolvedores, integramos APIs de terceiros o tempo todo: gateways de pagamento, CRMs, ferramentas de busca. O erro comum é deixar que o formato dos dados dessa API externa "vaze" para dentro de toda a sua aplicação.
O Adapter serve como uma "fronteira". Você cria uma interface que o seu sistema entende e traduz o que vem de fora para dentro dela.
A visão sênior: Se o provedor de SMS mudar de empresa ou atualizar a API, você altera apenas o Adapter. O restante do seu sistema nem percebe a mudança. Isso é proteger o seu domínio de fatores externos que você não controla.
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4. O "Padrão" mais importante: YAGNI e KISS
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Aqui é onde separamos os profissionais experientes dos teóricos. A maior armadilha de um sênior é a superengenharia.
Design Patterns introduzem camadas de abstração. E abstração tem um custo: complexidade cognitiva. Aplicar um Abstract Factory para algo que nunca terá uma segunda variação é desperdício de tempo e recursos.
KISS (Keep It Simple, Stupid): A solução mais simples costuma ser a melhor.
YAGNI (You Ain't Gonna Need It): Não implemente algo pensando que "talvez um dia precisemos disso". Implemente quando precisar.
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Conclusão: Mente sã, código limpo
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Dominar esses padrões é como ter uma caixa de ferramentas completa. Mas, assim como um marceneiro não usa uma serra elétrica para pregar um quadro, o sênior sabe escolher a ferramenta certa para o problema certo.
Manter a clareza mental para tomar essas decisões arquiteturais exige tanto cuidado com o código quanto com a nossa própria "máquina". Recentemente, tenho focado muito na minha saúde e performance — inclusive com suplementação de Ômega 3 para manter o foco e a cognição afiados — porque, no fim das contas, arquitetar sistemas complexos é um esporte mental de alto rendimento.
E você? Qual Design Pattern já salvou um projeto seu (ou qual deles foi usado onde não devia e causou um desastre)? Vamos trocar ideias nos comentários!
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